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Agilidade e transformação organizacional

As transformações organizacionais como a aplicação do Agile parecem ser a mais recente tendência para a área dos Recursos Humanos. Passar de uma organização tradicional (Waterfall) para uma organização ágil envolve muito mais que aprender novas dinâmicas, procedimentos e ferramentas, trata-se de modificar essencialmente a cultura da organização, ou seja, novos valores, princípios e comportamentos.

E quem não gostaria de ser uma organização mais adaptável e que se conseguisse reconstruir e moldar independentemente de qualquer circunstância ou crise, sem perder a produtividade, motivação e bons resultados?

Afinal como podemos na prática fazer em concreto estas mudanças?

Alcançar a agilidade significa encontrar o equilíbrio entre: dinamismo e estabilidade.

As práticas dinâmicas permitem às empresas responder de maneira ágil e rápida aos novos desafios e oportunidades, enquanto que as práticas estáveis cultivam a confiabilidade e a eficiência ao estabelecer uma coluna vertebral de elementos que não necessitam mudar com frequência.

 

São exemplos de empresas que têm conseguido alcançar este equilíbrio a Google, Amazon, Patagonia, Virgin e as plataformas como Airbnb, Uber, Up work. As práticas destas organizações personificam o que significa ser ágil, no que se refere ao ajuste do mindset que habilita a adaptação à Era Digital e às suas exigências. São empresas que põe o foco nas necessidades nas pessoas e no cliente (externo e interno) e formatam a sua cultura para as satisfazer.

O nosso paradigma de transformação organizacional com base na agilidade vê a empresa como um organismo vivo, e em constante mutação.

Assim, o antigo modelo de sucesso empresarial, instaurado por Henry Ford no princípio do século XX, em que a empresa funcionava como uma máquina eficiente e especializada, corresponde à Era da Industrialização (Management 1.0).

A entrada na Era Digital e da informação trouxe consigo instabilidade e mudanças constantes. Agora mais que nunca, pomos à prova a teoria Darwiniana da supervivência, entendendo que as organizações que não se adaptam de forma ágil não sobrevivem.

Poderíamos dizer que são características das empresas ágeis:

  • Visão e propósito partilhado por todos os membros da organização
  • Capacidade de detetar oportunidades e de as aproveitar
  • Flexibilidade para investir recursos
  • Estruturas hierárquicas de grande horizontalidade
  • Objetivos individuais claros
  • Espaços abertos e ambientes virtuais
  • Liderança ativa e envolvida no dia-a-dia das equipas – Líder Servidor

A nível dos processos de metodologias de trabalho, estas organizações caraterizam-se por:

  • Interações rápidas e constante experimentação
  • Formas de trabalho padronizadas
  • Transparência na informação e comunicação
  • Aprendizagem continua – Mindset Growth
  • Tomada de decisões orientadas para a ação

Ao nível do Capital Humano, falamos de organizações onde impera:

  • Comunicação fluída e constante;
  • Liderança partilhada e prestável
  • Empreendedorismo
  • Mobilidade de tarefas
  • Elevado grau de autonomia e poder de decisão nas equipas
  • Equipas pequenas e com grande independência
  • Processos de feedback permanente para melhoria contínua.

 

Levar a cabo uma transformação organizacional com vista a tornar uma organização mais ágil deve partir da análise profunda da situação atual, identificando as oportunidades de melhoria da organização e adotar as práticas que permitem a evolução da mesma para um patamar que gere valor para os seus clientes, para as suas pessoas e comunidade a que pertence.

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